Introdução à Percepção Unitária Universidade de Guadalajara
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A humanidade redescobre, em pleno século 20, a Percepção Unitária, graças a Jiddu Krishnamurti e aos diálogos que manteve este que escreve com ele e com o Prof. David Bohm durante mais de 10 anos, desde Março de 1975.
O que se recupera, para aquele que estude seriamente este tema, é uma função cerebral sem uso por quase 800 mil anos.
Trata-se do completo despertar, que ocorre depois de um individuo despertar do sono.
Já desperto, o individuo tem acesso potencial a um segundo e completo despertar (dentro da vigília consciente), que é a mais completa encarnação no próprio corpo.
Este completo despertar, esta completa encarnação consciente, no próprio corpo, é a Percepção Unitária.
Nessa década de diálogos com Jiddu Krishnamurti e David Bohm, chamamos-lhe inicialmente “Consciência Triangular”.
A Observação intensa torna irrelevantes o Observado e o Observador.
Quando compreendemos que essa intensa observação é o mais importante da consciência, então chamamos-lhe Percepção Unitária, algo que é, epistemológicamente, mais correcto.
A palavra consciência não tem uma definição sólida na Psicologia actual.
A teoria da consciência é fragmentada e confusa, porque a linguagem limita e distorce a consciência.
Todavia confundem-se com a palavra consciência, as palavras mente, memória, conduta, vigília, “eu”, emoção, pensamento e conhecimento.
Em Percepção Unitária ocorre só a intensa observação, na qual se dissolve esse produto do pensamento que é o “eu” (e que é, por vezes necessário).


